Química Ecológica - + Farma Dorsch Laboratorio Dermatológico Fridda Dorsch

Sabe em que consiste a Química Ecológica?

Química Ecológica, também conhecida por química sustentável, surgiu como uma forma inovadora e revolucionária de abordar a síntese de novas substâncias químicas, com o  objetivo de realizar os processos químicos da forma mais saudável e amiga do ambiente possível. A ideia de base consiste em introduzir, durante a fase de conceção e desenvolvimento de novas substâncias, produtos ou materiais, previsões quanto ao seu potencial impacto na saúde e no meio ambiente, bem como em desenvolver alternativas que minimizem o referido impacto.

Este novo conceito de química ecológica revela-nos um lado muito mais positivo e favorável da química, em especial graças à sua abordagem que ajuda não só a poupar e economizar recursos, como também a preservá-los, – permite uma menor utilização de água e de energia, a redução do impacto ambiental dos químicos após a sua utilização… – proporcionando assim benefícios que nos permitem levar uma vida e manter um ambiente mais saudáveis.

Muito embora grande parte do progresso ainda esteja por realizar, este novo conceito implicou um compromisso enorme e cada vez maior por parte dos cientistas, investidores e instituições envolvidas, para que o seu desenvolvimento fosse possível.

Quais são os seus benefícios?

Graças à sua conceção e inovação a nível molecular, a química ecológica passou a constituir uma poderosa ferramenta que contribui para a REDUÇÃO:

  1. Do risco químicoassociado à utilização e ao fabrico dos produtos químicos
  2. Do impacto ambientaldas águas residuais e da libertação de poluentes para a atmosfera
  3. Dautilização intensiva e desperdício de água e energia
  4. 4.Do impacto ambientaldos produtos químicos após serem utilizados
  5. 5.Dofluxo de matéria , desde os recursos naturais não renováveis até aos processos de produção

Os 12 Princípios que regem a Química Ecológica

A química ecológica baseia-se em 12 princípios originalmente formulados no final dos anos 90 do século passado por Paul Anastas, da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, e por John C. Warner no seu livro intitulado “Green Chemistry”.  Os princípios ditam o seguinte:

1 Prevenção.

É preferível prevenir a formação de resíduos a tratar da sua eliminação e tratamento resultantes da sua formação.

2 Eficiência atómica.

Os métodos sintéticos devem ser concebidos de modo a obter a máxima incorporação de todas as matérias utilizadas no processo no produto final, minimizando assim a formação de subprodutos*.

3 Síntese segura.

Sempre que possível, os métodos de síntese devem ser elaborados de forma a utilizar e criar substâncias com o menor nível de toxicidade para as pessoas e para o ambiente.

4 Produtos seguros.

Os produtos químicos devem ser concebidos de forma a preservar a eficácia da sua função, ao mesmo tempo que apresentam uma reduzida toxicidade.

5 Solvente seguros.

A utilização de adjuvantes (solventes, agentes de separação, etc.) deve ser evitada, exceto se os mesmos forem imprescindíveis, devendo, no mínimo, ser inofensivos.

6 Eficiência energética.

As necessidades energéticas devem ser consideradas e ajustadas tendo em conta o seu impacto ambiental e económico.

7 Fontes renováveis.

As matérias-primas devem ser renováveis e não extinguíveis, na medida em que tal seja técnica e economicamente praticável.

8 Evitar derivados.

A formação desnecessária de derivados* (bloqueio de grupos, proteção/desproteção, alteração temporal de processos físicos/químicos) deve ser evitada tanto quanto possível.

9 Catalisadores.

Deve ser dada prioridade à utilização de catalisadores*, os quais deverão ser tão seletivos e reutilizáveis quanto possível face aos reagentes estequiométricos*.

10 Biodegradabilidade.

Os produtos químicos devem ser concebidos de modo a que, após terem cumprido a sua função, não subsistam no ambiente, devendo fragmentar-se em produtos de degradação inerte

11 Poluição.

Devem ser desenvolvidos métodos analíticos que permitam o acompanhamento em tempo real, durante o processo, bem como o controlo prévio da formação de substâncias secundárias.

12 Prevenção de acidentes.

As substâncias e as suas formas de utilização nos processos químicos devem ser selecionadas da forma que implique a menor possibilidade de ocorrência de acidentes.